PENSAMENTOS: Cultura da destruição

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CULTURA DA DESTRUIÇÃO

As árvores, monumentos vivos em ascensão,

Encantos muitos dos nossos sonhos,

Da nossa vida e paixão,

Galgavam, com encanto e beleza,

As encostas das serras, rumo ao alto,

Procurando oferecer seus etéreos verdes,

Seu fascínio paradisíaco, sua ostentação,

Ao SENHOR seu amo, com divina altivez!

Mas o homem, esse ser de mente turva,

Fechado ao belo, ao natural,

De coração áspero, mente diluida,

Confuso, agarrado ao nada,

Vê no fogo ardente, na labareda,

Um fascínio, uma exaltação,

Que o domina e deslumbra,

Neste seu mundo diabólico, infernal!

As árvores, esses seres vivos, indefesos,

Que tentam abraçar, nas alturas,

As núvens e a eternidade,

Para as abrilhantar e glorificar,

Sentem-se dilaceradas, consumidas,

Pelo fogo ardente, quase esquecidas,

Face à crueldade ou severidade,

Que vindimam seu sonhar!

Acorda homem, dito racional,

Olha e aprecia o fragor da elegância,

Dos campos, da vida que neles brota,

Um oásis que Deus te ofertou,

Para neles te difundires,

Te humanizares e realizares,

Sem preconceitos, sem arrogância,

Até aos dias do teu final!…

Acabem-se com os malditos fogos,

Tão ásperos, cruéis e indesejados…

11OUT2017

PROSA

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